ACEITAÇÃO

Não sou psicóloga, e muito menos coach. Escrevo aqui como uma simples amiga que gosta de um bate-papo sobre assuntos dos quais penso que precisamos falar. Essa palavrinha aí em cima, tão usada ultimamente me fez pensar bastante, e cá venho eu falar sobre o meu ponto de vista. Em minha opinião, ela está totalmente ligada a palavra “autenticidade”, mas já explico!

Aceitar a nossa pessoa, a nossa imagem e o nosso lugar no mundo, parece ser algo tão óbvio, mas pode ser uma das piores tarefas para muitas pessoas, principalmente para nós, mulheres. Acho que todo mundo passa por algum momento assim na vida, o que pode ser bom, se isso nos incentivar a mudar algo para melhor – algo que só dependa de nós mesmos-, mas pode ser péssimo se isso nos fizer infelizes com quem somos.

Vejo muitas mulheres pregando a aceitação pelas redes sociais, e sendo até bons exemplos de pessoas bem resolvidas (aparentemente), mas em muitos casos, será que essa aceitação vem sendo colocada em debate da maneira certa? Um exemplo: “Fulana” é autêntica – aí entra a autenticidade – pois se aceita e nem usa maquiagem! Então, eu devo parar de usar maquiagem, assim estarei me “aceitando”. Não! Fulana pode não usar maquiagem, mas pode ser adepta a truquinhos que você nem conheça, ou simplesmente se sinta linda daquela forma, mas ela é diferente de você (esse é só um exemplo bem bobinho, mas é algo que vejo com bastante frequência). Nesse caso que eu uno a autenticidade com a aceitação.

Se aceitar, é algo que vem de dentro, algo bem mais complexo do que uma casca com ou sem maquiagem, com ou sem cirurgias, com cabelo liso, cacheado, ou sem cabelo nenhum. Quando você passa a entender que você é única, que a sua beleza é única, que seus gostos são diferentes dos de outras pessoas, aí sim você está sendo autêntica, e livre para ser quem quiser ser, sem rótulos, nem modismos. Autenticidade é ser você! Faça o que te faz bem, seja o que te faz feliz, do jeito que quiser. Busque a sua melhor versão, e dê vida a ela, por mais que ela seja totalmente o contrário do que parece estar na “moda”. Respeite o seu EU. Lembre-se da frase: cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é! ❤

Beijinhos, Sancler!